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sexta-feira, maio 07, 2010

O Anel de Claddagh


The hands are there for friendship,
The heart is there for love.
For loyalty throughout the year,
The crown is raised above.


Claddagh é uma vilazinha de pescadores, próxima a Galway. É também o nome desse anel aí de cima, famoso por aqui como simbolo de amor e/ou de amizade. Muitas vezes ele é usado como anel de noivado, ou até como aliança de casamento. Existem várias maneiras de se usá-lo dependendo do seu estado civil ou comprometimento (mão esquerda ou direita, com a ponta do coração apontando para fora ou para dentro).


Conta a lenda que, há séculos atrás, um barco de pescadores foi aprisionado por corsários e seus tripulantes vendidos como escravos a um joalheiro turco. Entre eles estava Richard Joyce, morador de Claddagh, que se casaria naquela mesma semana. Treinado como ourives, ele criou o design do anel que simbolizava seu amor (na forma do coração), sua lealdade (a coroa) e sua amizade (as mãos), para a noiva que ficara para trás. Após 8 anos ele foi libertado e seu ex-dono lhe ofereceu a mão de sua filha e metade de sua riqueza para que ele não partisse. Joyce recusou, retornou a Claddagh, reencontrou a mulher que amava, deu a ela o anel, eles se casaram e nunca mais se separaram. 


Lenda ou não, eu gosto da simbologia. Ouvi a história pela primeira vez quando estava em Galway (e tirei a foto aí de baixo, da entrada de um museu dedicado a esse símbolo). Pensei em oferecer o anel como lembrança do meu casamento (ele não precisa ser feito de ouro, nem nenhum outro material precioso; ao contrário ele pode ser encontrado por preços bem razoáveis até nas Carrol's espalhadas por Dublin) mas desisti da idéia por achar que não conseguiria uma variedade de tamanhos para agradar a todas as meninas. 






O tempo passou, eu esqueci do anel. Mas ontem numa cena de um filme, ele aparece (sem nenhuma menção a lenda) e eu cheguei a conclusão que quero um. Não quero comprar, obviamente, porque perderia todo o contexto. Então "sutilmente" (foi mais ou menos, "ei, eu quero um presente seu") sugeri a I. que me presenteasse com um. Mas não quero uma jóia, quero que ele tenha para mim só o valor sentimental. 


Agora só me resta esperar pelo meu.


N.


ps. esqueci de escrever que na quarta-feira vi o Louis Walsh (se você não mora na Irlanda ou no Reino Unido, não sabe quem ele é) andando na rua, aqui pertinho de casa. (E sim, eu a-d-o-r-o The X-Factor, devo confessar.)


ps2. chorei muito com o episódio 14 de Lost ontem e com The Kite Runner. 

4 comentários:

Wagner, DUBLIN disse...

fiquei feliz em saber que vc voltou a ficar "inspirada" para escrever: sobre tudo.

Cesar Bardo disse...

Oi moça linda!

Também chorei vendo o último Lost! O motivo até tem a ver com esse seu último post!

E por falar em Post, comentávamos Elio, eu e a moçada da Cultura o quanto você tem talento com as palavras! Bom demais te ler daqui! E aumenta um sentimento bom de saudade daquelas positivas que fazem a gente saber de quem é "constant" (no sentido Lost) nas nossas vidas, mesmo em tão breves passagens!

Beijocas muitas!

Heloisa disse...

Oi, Níveaaaaaaaaa!

Putz, concordo com o Césinha, vc manda mt bem.

E o Claddagh...Putz, teve uma época em que eu estava pensando em tatuar um...Linda mesmo a simbologia.
Quem sabe eu não ganho o meu tb =)

Saudade de vc!

bjo pros 2!

Nivea Sorensen disse...

Helô e Cesinha,

Mega saudades de vocês dois e do pessoal da Cultura Inglesa.

Bjos,
N.