CLICK HERE FOR FREE BLOGGER TEMPLATES, LINK BUTTONS AND MORE! »

terça-feira, novembro 30, 2010

9 dias depois

Sumi. Não por falta de vontade de escrever, nem por falta de assunto. O que andou faltando foi tempo mesmo.

No trabalho, mal tenho parado para meu horário de almoço. Mais de uma vez durante a última semana engoli meu sanduíche sem sair da frente do computador. 

Em casa, a mudança nos consome. Primeiro foi a trabalheira de empacotar tudo. Depois carregar as várias caixas, sacolas e malas. Agora estamos na fase 3, ainda em andamento, o desempacotar e organizar as coisas. 

Queria ter tirado fotos do apartamento da Waterloo Road, durante e depois da mudança, mas acabei ficando só com essa:

I. e a organização dos CDs
Em meio a mudança o blog ficou abandonado, mesmo com todos os posts que eu já tinha me programado para escrever.

Toda vez que isso acontece eu não sei como retomar. Os assuntos se acumulam e eu passo mais tempo pensando se altero minha "programação" ou se começo do zero, do que escrevendo. 

Enfim, decidi retomar escrevendo. Assim, sem assunto específico mesmo. Só para desenferrujar. 

Volto de preferência amanhã, ou assim que der e que puder.

N.

domingo, novembro 21, 2010

O que te faz feliz?

"Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade."
Carlos Drummond de Andrade


Prestes a me mudar para um apartamento bem maior do que o meu (tá bom vai, não é assim tão maior, mas eu resolvi essa semana, pelo menos essa semana, ser uma pessoa otimista) tem uma coisa mais do que todas as outras que tem me animado em demasia. Não é a minha geladeira (e congelador) grande, nem o fato de finalmente poder receber pessoas em casa. 

O que tem me deixado em estado de graça é o fato de eu vou ter minha própria mesinha de cabeceira (ou criado-mudo, como você preferir). Vou poder colocar minha pilha de livros que esperam para serem lidos e ter meu próprio abajur. Vou ter minha própria caixinha de lenços descartáveis (vou comprar uma bem bonita) e ter um lugar para deixar meu diário e caderninho de anotações, bem ao lado da cama. Isso sem falar na minha garrafa de água, iPod e celular. 

Você acredita que até gavetas (atenção para o uso do plural aqui) eu vou ter?

Fiquei tão feliz com o negócio das gavetas que me peguei pensando ontem no meio da noite o seguinte (eu penso demais, penso logo não durmo): que tipo de pessoa fica feliz com gavetas? Eu mesma respondo (pois é, fiquei horas acordada), o tipo beirando a insanidade extremamente organizada, e o tipo que já tem praticamente tudo o que precisa para ser feliz.

Eu? Eu sou um pouquinho dos dois. 

N.

PS. Hoje, mais do que todos os outros dias, mais do que no Natal, no meu aniversário, ou no dias das mães, eu queria estar em São Paulo. Let it be. Inveja louca de todos os amigos que vão estar lá, mas fico aqui do outro lado do oceano, assistindo pela TV e chorando muito como se eu estivesse lá também.

sábado, novembro 20, 2010

Eu não estudei para isso - parte II



Conversa no Skype com candidato a aluno*:

Aluno: Boa tarde. Gostaria de receber informações sobre os seus cursos. Sou paquistanês e tenho interesse em fazer FETAC Certificate in Information Technology.

Eu: Infelizmente esse curso é de nível 5 e o governo da Irlanda não fornece visto para alunos do Paquistão inscritos nesse programa. 

A: [mostrando que sabe bem o que quer] Então pode ser o Bacharelado em Recursos Humanos.

E: Infelizmente nós não oferecemos esse curso.

A: Tá bom. Você sugere o quê então? Eu quero estudar na Irlanda a partir de Janeiro de 2011.

E: Nesse momento estamos com matriculas abertas para o curso X, Y, W e Z, todos com início em Janeiro do ano que vem.

A: 2011?

E: [já sei paciência, mas ciente que meu chefe tem acesso a conversa] Sim, ano que vem = 2011.

A: E quais são os requisitos?

E: Para qual deles? Eu te ofereci 4 opções diferentes.

A: Quais são as opções mesmo?

E: [copy e paste] Nesse momento estamos com matriculas abertas para o curso X, Y, W e Z, todos com inicio em Janeiro do ano que vem.

A: Para o FETAC.

E: [pensando que eu realmente preciso desse emprego, se não...] Então, como eu já falei para o senhor, o FETAC não está disponível para alunos que dependem de visto pré-aprovado para estudar na Irlanda [pelo menos não os do Paquistão e da Nigéria, mas ele não precisa saber disso porque se não fica bravo comigo, como se fosse minha culpa]. O senhor pode escolher, dependendo da sua qualificação, claro, entre X, Y, W e Z.

A: Ah, tá bom. E para o Bacharelado em Recursos Humanos, quais são os requisitos?

E: [respiro fundo, vou buscar um copo de água] Como eu já disse, infelizmente nós não temos esse curso na nossa grade.

A: E qual tem mesmo?

Aí antes de mandar pra $^&*!@£ eu paro e penso no meu marido lindo, em quanto eu gosto de morar aqui, no café mocha da Butlers, na prateleira cheia de kits de presente da Boots, nos produtos de beleza, maquiagem e perfumes de todas as marcas bacanas e preços acessíveis da Brown Thomas, nas roupas da Zara e todas as outras coisas que eu não teria se não tivesse que aguentar isso. 

Como dizem os ingleses, you can't have your cake and eat it. 

N.

* pra quem não sabe eu sou responsável pelo international admissions numa instituição de ensino na Irlanda. 

sexta-feira, novembro 19, 2010

Um par de tênis para o bebê Sorensen



No Brasil a gente chama só de "All Star", aqui na Irlanda, assim como no Reino Unido, ele se chama "Converse". 

Quando adolescente eu não me lembro de usar, mas depois de adulta, pelo menos dois pares, um preto e um branco (sempre os de cano baixo, já que os de cano alto não combinam com minhas canelas grossas) sempre habitaram meu guarda roupa.

Na primeira viagem a Europa me espantei com o preço e me arrependi de ter carregado comigo um par só. Ainda bem que voltei para casa antes do previsto, e feliz por encontrá-los a preços acessíveis adicionei os coloridinhos a minha coleção. 

Na Cultura Inglesa tive que aposentá-los, já que eles não faziam parte do dress code da empresa. Aderi às sapatilhas a contragosto (viu só porque eu tinha medo de ser mãe de menina?)

Aqui na Irlanda não é sempre que o tempo me permite usá-los. 

Já ouvi dizer por aqui que é tênis de knacker (um termo pejorativo utilizado para descrever os irlandeses de baixa renda, famosos por circular por aí de moleton). Nem sei se é verdade porque, como eu já disse, não custa barato por essas bandas. Se for também estou pouco ligando afinal eu não passo por irlandesa mesmo. 

Ligo tão pouco que usei no meu segundo casamento:



Tão pouco mesmo que a primeira coisinha que eu comprei para o meu filhote, assim que soube que teria um menino, foi o menor par de "all star" que consegui encontrar. Minúsculo, vermelho e de cano alto. 

Porque mesmo nascendo na Irlanda, com sangue irlandês/inglês/brasileiro, sobrenome norueguês,  e sabe-se lá se parecido comigo ou com o pai de barba ruiva, vai ser o MEU bebê. 

N.

PS. I. não gosta quando eu digo que é "meu" bebê, então não conta pra ele, tá?

quinta-feira, novembro 18, 2010

Eu não estudei para isso - parte I


Aluno brasileiro chega na recepção e ignorando completamente a recepcionista Irlandesa se dirige a mim:

Aluno: Brasileira, né? [sempre começa desse jeito]. Oi, eu gostaria de solicitar meu certificado, minhas aulas terminaram ontem.

Eu: Tá bom. É só deixar seu nome e seus dados pessoais anotados aqui. 

A: Você sabe de qual nível eu vou ganhar certificado?

E: O último nível que você cursou. Qual foi?

A: Upper-Intermediate.

E: [fingindo paciência] Então, você vai receber certificado de conclusão do Upper-Intermediate.

A: [cara de desapontamento] Eu achei que receberia o certificado do Advanced.

E: [não devia nem ter perguntado, mas...] Por quê?

A: Porque eu fiz a prova para passar de nível e cursar o Advanced.

E: [tentando sinceramente enteder a lógica dele] Mas não fez o Advanced então por que?

A: É que eu não passei na prova.

E: Ahhhhh.

E assim os dias vão passando....

N.