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quarta-feira, junho 30, 2010

Atualizando e (hopefully) encerrando o assunto

Os quatro ciclistas de algum lugar em Clare (que eu nem quis saber), que afirmaram terem sido "quase" atropelados por um carro cinza de modelo não identificado, em alta velocidade, cuja placa é a mesma do carro prata de I. vão receber essa semana um relatório da polícia de Dublin com o depoimento que ele prestou ontem. A partir dai eles têm 6 meses para decidir se nos processam ou se aceitam o fato de que eles anotaram a porra da placa errada.

Como nesse caso no news is good news, nós esperamos não ouvir falar neles nunca mais.

Agradeço sinceramente todos os recadinhos deixados no post de segunda-feira expressando preocupação e carinho, e até mesmo oferecendo álibis. Alguns de vocês eu conheço pessoalmente mas estão longe, longe. Outros eu conheço só pelos respectivos blogs mas não são menos queridos. Tanto uns como os outros moram no meu coração.

Estando longe ou perto, sintam-se beijados, ainda que virtualmente.

N.

terça-feira, junho 29, 2010

Aquele com o primeiro presente

A coisa mais legal que me aconteceu na semana passada foi colocar a mão no bolso da jaqueta jeans que eu estava usando e encontrar esse isqueiro da foto aí de baixo.


Bom, qualquer fumante ou ex-fumante (eu estou ainda no in between) sabe que a coisa mais comum do mundo é encontrar isqueiro no meio das suas coisas. Acontece que o isqueiro em questão tem um grande valor sentimental pra mim. 

Ele foi o primeiro "presente" que eu ganhei de I. quando começamos a namorar, há pouco mais de um ano atrás. Nem foi comprado especialmente pra mim, era dele, mas como ele sabia que era minha cor preferida me deu dizendo que era o primeiro presente. Eu agradeci brincando e disse que guardaria para sempre. 

Guardei. Por uma semana ou duas, quando percebi que já não sabia mais onde ele estava. Na época fiquei bem chateada achando que tinha emprestado para alguém que tinha esquecido de me devolver. I. me consolou com a promessa de que mais (e melhores) presentes viriam. Eles vieram, mas aquele por mais bobo tinha sido o primeiro. Enfim, não tive escolha a não ser me conformar. Pelo menos até o dia em questão.

O engraçado é que na hora em que eu percebi que tinha achado algo no bolso e tirei para ver o que era, eu estava passando exatamente em frente ao Trinity College, onde nos conhecemos. E o isqueiro me foi dado há alguns poucos metros de distância, num final de junho, só que um ano atrás.

Feliz com a coincidência e por ter encontrado o isqueiro, não resisti e acabei chorando um pouquinho no meio da rua mesmo (ainda bem que estava de óculos escuros). E ao chegar em casa, coloquei o presente em lugar seguro.

Boba eu? Nem ligo.

N.

segunda-feira, junho 28, 2010

Aquele com a visita da polícia

Ontem o dia dos Sorensen foi interrompido por uma visita que acabou por estragar o que até então era só mais um domingo de ressaca.

Nos preparávamos para assistir Inglaterra x Alemanha quando a campainha tocou. Supresa número um, já que a campainha praticamente nunca toca. Para a surpresa número dois, era uma policial fardada. E a surpresa número três, ela procurava pelo meu marido.

Como achei muito estranho fui acompanhar a conversa da porta e me deparei com I. respondendo perguntas sobre o carro (de quem é, quem dirige, blá, blá, blá). Até aí só estranho mesmo. Só comecei a me preocupar quando a pergunta foi onde ele estava em 30 de Maio. Estava perto de Clare?

Como assim? Que dia foi 30 de Maio? Talvez estivéssemos em Killarney ou em Limerick? Mas perguntado assim na lata (depois de quase um mês) quem se lembraria do que fez naquele dia? Eu não. Nem tão pouco I. se lembrou na hora. Não nos ocorreu nem que mesmo que estivéssemos em Killarney ou Limerick não passaríamos por Clare.

Enfim, I. foi "convidado" a prestar esclarecimentos na delegacia amanhã. A policial ainda deixou claro, que não, ele não estava sendo preso (ah bom, porque isso vai me deixar mais calma, ahã). A acusação? Direção perigosa. Mais especificamente (o que ela só concordou em nos dizer depois de certa insistência), alta velocidade e "quase" atropelamento de um pedestre, seguido de fulga. Quatro pessoas (isso mesmo quatro) são testemunhas e afirmam que o carro era o nosso.

Acontece que naquele domingo nós não estivemos em Clare. Nós não estivemos nem perto de Clare. Na verdade não vamos à Clare desde setembro do ano passado! Estávamos em Dublin, ou seja, do outro lado do país. Eu até postei um texto no domingo (clique aqui)  e outro na segunda (clique aqui) sobre o fim-de-semana e o fato de que meu mau-humor nos impediu de fazer qualquer naquele dia.

Infelizmente, por termos passado o dia em casa não existe nada que possa provar que não saímos de Dublin (a não ser os emails de trabalho que ele enviou desse computador). Fosse no sábado talvez pudéssemos mostrar o extrato bancário da conta individual de I. que mostra que o cartão de débito dele foi usado diversas vezes por aqui (se você leu meus textos sabe que almoçamos na Lemon, fizemos compras na Hodges Figgs, etc., etc., etc.). Mas ao que parece, a Lei de Murphy impera.

O que até agora eu não consigo entender é como quatro pessoas podem ter visto um carro em Clare que  obviamente não saiu da garagem em Dublin!!!

Ah, desnecessário dizer, mas... I., que nunca tomou uma multa, que nem sequer buzina no trânsito está obviamente transtornado com o fato de ter que ir à delegacia depor.

Só espero que o mal entendido todo se resolva amanhã mesmo, e assim ter minha paz de volta.

N.

PS: para piorar o que já estava bem ruim, a Inglaterra fica fora da Copa e a Argentina segue.

PS2.: naquele mesmo post que eu citei aí em cima, eu dizia que meus domingos precisavam ser benzidos. Alguém ainda duvida?

domingo, junho 27, 2010

O começo do meu verão

Eu não sei exatamente quando começa o verão. Parece que oficialmente é no dia 21 de Junho, com o solstício de verão, ou seja, o dia mais longo do ano. 

Mesmo antes disso Dublin já vinha sendo presenteada com dias lindos de sol. Eu já tinha começado a tomar sorvete na rua sem tremer de frio depois, já tinha almoçado sentada na grama num parque, já tinha até usado vestido e rasteirinha.

Mas como pra mim verão na Irlanda só começa depois de comprar meus primeiros girassóis e tomar meu primeiro smoothie eu celebrei o início do meu ontem.



Assim como os irlandeses eu prefiro acreditar que um inverno rigoroso sempre vem seguido de um verão de muito calor. 

E que seja doce.

N.

sexta-feira, junho 25, 2010

Dilemas de noiva de segunda viagem

Pra começar: o vestido. Como um vestido de noiva encalhado no armário já é muita coisa, resolvi que ter dois nem pensar. O meu é simples, pode ser usado de dia, e ainda me traz as melhores lembranças. Então que ninguém espere surpresas. Se o marido é o mesmo, vestido idem.

A única coisa que me resta fazer é: experimentar (e torcer para que ainda me sirva!) e mandar lavá-lo (porque andar descalça num pub imundo no final da noite não ajudou a mantê-lo muito limpo).

Sapatos também nem vou me dar ao trabalho de comprar novos, porque vou tirá-los assim que sair da igreja e andar descalça mesmo (ou alguém me viu de sapato no casamento I?)

Uma vez que o vestido é o mesmo, eu queria pelo menos usar um cabelo diferente. Para felicidade (e insistência) do marido e da sogra, dessa vez ele vai ser preso. Gosto desses aí de baixo, que não são nem muito presos, nem soltos. 



O problema é que eles não combinam com véu. Então acabei achando esse aqui que acabou virando meu preferido:


Mas aí não sei se dá para se feito com o comprimento do meu cabelo. Então isso eu vou combinar com quem quer que seja que vá ficar responsável pela tarefa, já que vai ter que ser algum cabeleireiro de Killarney. E vou tentar nem me preocupar mais.

Outra das minhas preocupações eu espero resolver amanhã mesmo. A compra de uma pashmina, para caso não esteja tão quente assim (já que aqui na Irlanda, mesmo no verão, calor mesmo só quando o sol resolve aparecer). 

A idéia é que ela seja mesmo ivory (como o vestido) ou bem clara. Caso eu não encontre nada que combine, vou usar mesmo um pouco de cor (de preferência em algum tom clarinho de lilás).



Uma vez decidido isso, o último detalhe é o buquet que também vai ter que ser comprado em Killarney (adivinha por quem?). Da primeira vez escolhi lírios, mais especificamente callas roxas. Como elas são minhas flores preferidas (só perdendo para os girassóis, que eu cheguei a cogitar como opção), eu provavelmente vou escolhê-las de novo, dessa vez talvez brancas. 



E por último, a parte mais chata que é escolher as leituras e hinos para a missa, eu também quero ver resolvida nesse fim-de-semana. Mas isso eu vou acabar deixando a cargo de I. Só me resta informá-lo da tarefa. ;)

Acho que não me esqueci de nada. Ou esqueci?

N.

PS. comentários e/ou sugestões são muito bem-vindos!