CLICK HERE FOR FREE BLOGGER TEMPLATES, LINK BUTTONS AND MORE! »

segunda-feira, maio 17, 2010

O vídeo do casamento e a prova de que eu estava errada.

All you need is love. Love is all you need.
. Lennon/McCartney . 

Eu não contratei ninguém para filmar meu casamento porque obviamente eu não queria que ele fosse filmado. Mais do que isso, eu não queria cair na tentação de fazer todo mundo que nos visitasse pelos próximos 20 anos assistir a um vídeo de 3 horas de duração que não é interessante para a maioria das pessoas (a não ser que você seja a minha mãe, ou a do I.)

Mas eu não contava com a minha sogra e sua câmera de mão. E ainda bem. 

Sem as filmagens feitas, na sua maioria por C., bem amadoramente, eu teria perdido inúmeros detalhes que no dia me passaram totalmente desapercebidos e que eu gostaria de listar aqui agora. Para mim mesma, que vou ler esse post daqui há alguns anos e lembrar disso com saudades, para os amigos que estavam lá, e para quem não pode comparecer (num dia daqueles em que choveu gatos e cachorros em São Paulo).

Mas vamos a minha lista. Só com o vídeo eu pude:

* ouvir as músicas que nós escolhemos para serem tocadas ao vivo na igreja, durante a cerimônia: The Last Of The Mohicans - Trevor Jones (para a entrada do noivo e padrinhos), Here, There And Everywhere - The Beatles (para mim), Clair De Lune - Debussy (para a benção das alianças), On A Day Like This - Elbow (para cumprimentar os padrinhos) e All You Need Is Love (para a saída). Meu maior orgulho, já que adorei todas elas;

* ver de fato o meu vestido, marfim e não branco, e as callas roxas escolhidas para o buquê (o orgulho número dois);

* ver as pessoas que estavam lá. E ver quase todas elas sentadas de um lado só da igreja (eu nem sabia que convidados sentavam em lados diferentes dependendo de quem convida, noivo ou noiva);

* ver o meu pai, me dando um tapa nas costas e beijando a mão do meu noivo (e como se não bastasse, ele ainda passa bons minutos totalmente perdido sem saber para onde ir). Hilário;

* ver o fotógrafo pisando inúmeras vezes na calda do meu vestido;

* ver o meu "madrinho" F., se segurando muito para não cair na risada (falhando na maioria das vezes). Minha irmã linda na minha cor preferida. Minha mãe irreconhecível e elegante. O casal de padrinhos de batismo e tios com quem eu cresci. S., que de ex-chefe, virou amigo do coração. A. (de vermelho!), que eu não tenho a chance de ver com muita frequência mas que amo muito. A. (com um vestido estonteante de bonito) chorando o tempo i-n-t-e-i-r-o. Racha, eu nem cheguei a falar, mas você tava linda! E D., que vai ser sempre o meu bebê, e com quem eu casaria (se ele quisesse e eu já não fosse casada). 

* ver o padre fazer o coitado do I. rezar o pai nosso no lugar dele (não sei se ele ficou com medo de esquecer em inglês, ou se estava bravo com o atraso da cerimônia). 

* ver I., completamente desorientado, sem saber o que fazer quando o padre nos pede para cumprimentar os padrinhos. 

* e por fim, nós dois parados no altar por séculos ao final da cerimônia, sem saber o que fazer (e eu tonta, perguntando para todo mundo, "acabou, já podemos ir embora?"). Hilário de novo. 

Da festa muito pouco foi gravado, mas sem dúvida o momento em que uma galera dança The Irish Rover (incluindo o fotógrafo) está lá. A. disse no blog dela que foi o melhor parte da festa. Eu concordo e deixo o link aqui de um trechinho pra quem quiser conferir (com o perdão da qualidade, já que eu tive que editar o vídeo).

Obrigado a todos que fizeram daquela noite uma das melhores da minha vida. Mencionados aqui, ou não, vocês moram todos no meu coração. E deixo um beijo mais do que especial para a galera do CNA Penha.

N.

PS. Me dei conta de que eu pareço muito mais bonita (e mais magra) no vídeo do que nas fotos. E isso não tem preço, né?

PS2. Incluí links do youtube para as músicas usadas na igreja também.

Uma vez

Uma vez, quando eu ainda morava em São Paulo, passei em frente a uma barraquinha de DVDs piratas e comprei o filme que hoje está entre os meus favoritos.

Sem querer defender pirataria, mas em época de downloads a torto e a direita nem é como se eu estivesse explorando um "chinezinho" por uma Louis Vuitton (tá bom, ainda assim é crime, e não me orgulho disso).

A única razão pela qual comprei of filme foi porque a estória se passa em Dublin, e eu com passagem marcada, obviamente me interessei. Mas não o suficiente....

Só o assisti depois de estar morando aqui por mais de 6 meses, com (e por indicação de) I., que até então era só o meu namorado. Achei lindo.

Lindo porque é despretencioso (os atores nem são atores), e por isso mesmo tão real. Lindo porque Dublin é uma cidade linda. E porque linda é toda estória de amor que não chega a se concretizar.

Mas esse post não é uma crítica de cinema e o que eu quero escrever mesmo é sobre a trilha sonora, que de tão importante chega a ser personagem do filme. E é parte também da minha história com I., que olha s ó, também começou em Dublin, só há alguns minutos de onde a estória do longa começa.

Falling Slowly ganhou o Oscar de melhor canção original em 2006, e foi a música que nós escolhemos para a nossa primeira dança (afinal, convenhamos a tradição de escolher uma música ao invés de uma valsa  é muito mais legal, né?). Vale um clique aqui para ver o vídeo do casal Glen Hansard e Markéta Irglová, responsáveis pela trilha e personagens principais.

E vale sem dúvida uma passada na locadora, ou no site de downloads mais próximo para conferir o filme.

N.

PS. Btw, ele se chama Once e é uma produção irlandesa independente de 2006 (no Brasil ganhou o título de Apenas Uma Vez e foi lançado em 2008).

PS2. A idéia do post surgiu depois de eu ter ficado super feliz ao ouvir a música sendo interpretada por um casal de competidores no último episódio exibido de American Idol.


sexta-feira, maio 14, 2010

A coleção de condicionadores de cabelo.

Eu acho que a pessoa que determinou que condicionador de cabelo deveria ter praticamente o mesmo tamanho que xampu (sempre estranho escrever essa palavra em português) foi um homem. Ou então algum fdp da industria da beleza tentando ganhar ainda mais dinheiro extorquindo clientes. Provavelmente os dois.

Eu não sei o das outras mulheres, mas o meu xampu sempre acaba muito antes do que o condicionador. O resultado é que ontem eu tinha 3 embalagens de diferentes produtos que não foram usadas nem pela metade se acumulando em volta da minha banheira, e nenhum xampu. Isso porque eu nunca compro a mesma marca duas vezes seguida. Mito ou não, meu cabelo pede algo novo eu atendo. Acabo comprando o condicionador junto, e aí você sabe, o antigo fica lá de lado. 

Daí que eu tinha 3 opções. A primeira comprar outro xampu e condicionador combinandinho e somar mais um a coleção. Mas estou cansada de gastar dinheiro a toa, e ainda por cima, me sentindo super culpada por não estar trabalhando e depender financeiramente de I. Opção descartada.

A segunda, lavar o cabelo só com condicionador. Mas como a situação não está tão ruim assim (e a culpa nem é tão grande), opção descartada. 

A terceira, comprar só um xampu. Afinal eu não vou ficar careca por usar um xampu diferente do(s) condicionador(es). Vou? Wagner, tá aí?

Super orgulhosa da minha opção econômica, e com saudades do tempo que meu cabelo só via Kerastase, vou eu ao Tesco. Elvive colour protect (que no Brasil chama Elseve), por um preço bem razoável. Pronto, é só isso que eu preciso. 

Mas aí eu vejo o xampu novo que eu quero usar com preço reduzido se você comprar o condicionador junto. Vai pra cestinha também, afinal são 4 euros de economia. 

Pensando bem, não foi uma compra a toa, já que não vai estragar e, cedo ou tarde, eu vou acabar usando mesmo. Enquanto isso, ficam os quatro lá, até quando ainda houver espaço na banheira. Ou até quando eu enjoar deles e comprar mais um. 

N.

ps. agora eu vou aproveitar a minha tarde de sol e ir aos correios. Mais tarde vamos sair com N. e D. para umas bebidinhas, e vou ter que deixar de lado The Girl With The Dragon Tatoo que eu quero tanto terminar. 

quinta-feira, maio 13, 2010

Uma esposa silenciosa é um presente do Senhor

Muita porcaria na minha caixa de correio hoje. Folheto de entrega de pizza - toda semana chegam pelo menos 2, dos mesmos lugares, sem nenhuma novidade. Eles acham que eu como os panfletos junto com a pizza?). West Wood Club - academia?? aaaaaaahhhhh. Eu prefiro pagar para ouvir a Ivete Sangalo do que ir a academia. Dublin Hearing Centre - "take a video tour of your ear" - yeah, right. Summer Soccer Schools 2010 - no, thanks.

No meio da junk mail, um envelope pardo endereçado a Mr. and Mrs. I. Sorensen. Reconheço a caligrafia da minha sogra. Dentro, a cópia xerocada de um guia. "The Complete Wedding Massbook Guide". 32 páginas. Medo. 

Quem foi o infeliz que teve a idéia de ter missa junto com o casamento número 2? Oops, fui eu mesma, num momento de delírio, provavelmente. A sogra até ligou para perguntar. I. disse não. Mas eu achei que, sei lá, ia agradar boa parte da família. Já fizemos isso uma vez mesmo, a segunda não vai matar. Hipocresia ao quadrado. 

Só comecei a me arrepender, quando essa semana I. comentou que a mãe disse que precisaríamos escolher os readings and hymns para a cerimônia. Ãh? Como eu vou saber o que escolher? Bom, pergunta respondida, já tenho o meu "guia". Ahá.

Folheio rapidamente e encontro observações a lápis, da minha sogra que se deu ao trabalho de ler antes e sugerir ou explicar melhor, sei lá eu. Na capa: "Have Fun". Pois é, o bom humor inglês. 

A página 6 explica as 5 partes de uma missa para cerimônia de casamento. Na terceira parte, sob o item "Prayers of the Faithful", a anotacão a lápis diz: "you can write your own". Como assim? Escrever o que? Prayers of what? Eu nem sei rezar Pai Nosso. 

Para ficar pior eu me deparo com uma das sugestões de leitura (de novo com uma observação irônica de C.), um salmo que exalta as qualidades de uma boa esposa ("the joy of her husband"). Olha só esse trecho, que pérola:

The grace of a wife will charm her husband, her accomplishments will make him stronger.
A silent wife is a gift from the Lord; no price can be put on a well trained character.

Bom, eu vou seguir o conselho, ficar quietinha e deixar para que a sogra escolha o que ela quiser. 

N.

quarta-feira, maio 12, 2010

Noite em claro

Sabe essa coisa de que um adulto comum precisa de 8 horas de sono por dia? Ah, bobagem pra mim. Eu preciso de pelo menos 10 horas para acordar bem e descansada. 

Apesar disso qualquer coisa é capaz de me tirar o sono. Qualquer bobagem mesmo. Então eu preciso estar completamente relaxada antes de ir pra cama. O que tem funcionado para mim é já pensar e planejar meu dia bem antes do anoitecer. Aí vou para o quarto (que de preferência deve estar aquecido), sem TV ou computador, e leio meu livro até praticamente cair de sono. Se ainda assim eu insistir em pensar, tento uma técnica de respiração que acaba me relaxando.

Ontem tudo isso falhou e eu passei boa parte da noite acordada. Por consequência I., coitado, também dormiu muito mal. 

Primeiro foi difícil relaxar porque minhas pernas estavam muito doloridas. Acho que exagerei um pouco no exercício físico (que no meu caso se resume a caminhadas e ergométrica) nesses últimos dois dias. Acordei no meio da noite com dores, e não consegui mais dormir. Devo ter passado horas pensando na minha reunião com o Care Local, na minha lista de supermercado, no jantar da semana que vem, nas aulas de dança, na convocação da seleção, na minha blusa do Paul McCartney que desapareceu, sobre que cor pintar minhas unhas hoje, e por aí vai...

Resolvi levantar e passar um creme para dor muscular. A dor melhorou, mas aí o que me manteve acordada foi o cheiro insuportável de Deep Heat que invadiu o quarto, o apartamento, e muito provavelmente, o prédio todo. Acordou I. também, que reagiu com o insulto de que ele não poderia estar menos atraído por mim naquele momento.  Eu resolvi provar que ele estava errado (cheirando deep heat, ou não, eu ainda sou sexy) e isso nos manteve acordados por mais um tempinho, se é que você me entende. 

Achei que depois disso eu dormiria. Nada. O cheiro atacou minha rinite, e passei o resto da noite, com as dores nas pernas, espirrando feito uma maluca, e pensando se na sexta-feira que vem devo fazer frango a parmegiana ou lasanha.

Alguma sugestão?

N.