CLICK HERE FOR FREE BLOGGER TEMPLATES, LINK BUTTONS AND MORE! »

segunda-feira, maio 10, 2010

O fim da semana e da TPM

"Women complain about premestrual syndrome, but I think of it as the only time of the month that I can be myself"
. Roseanne Barr . 

"I love you more because you're nuts". Foi o que I. me disse no sábado a noite depois de eu ter chorado por horas. Me fez rir e perceber o ridículo da situação toda.

Minha TPM, que já foi muito pior, começa com sintomas físicos (cansaço, inchaço, dores pelo corpo) e culmina com crises de choro por razões das mais esdrúxulas possíveis. Teve o dia em que eu cheguei em casa do trabalho e não encontrei meu pijama debaixo do meu travesseiro, como de costume. O fim do mundo pra mim. Teve também o dia em que eu chorei inconsolavelmente, no supermercado, ao som de "Fake Plastic Trees", do Radiohead (sabe aquela época do comercial da AACD? bem nessa época). E lendo "PS. I love you", no metrô. E no avião, voltando de Londres no ano passado. Chorei tanto, que a aeromoça (da Ryanair) me perguntou se eu precisava de alguma coisa. E quando cheguei em casa, com aquela cara de quem tinha chorado por dias e dias, fiquei com vergonha de dizer para a família para quem trabalhava, que não tinha motivo para ter chorado. Menti que estava com cólicas (e ainda ganhei o dia seguinte off). 

No mês passado eu resolvi tirar um domingo de sol lindo para chorar no St. Stephen's Green. Chorei porque eu queria sanduíches do Tesco e não da M&S (ainda se fosse o contrário!). I. sentou do meu lado sem saber muito bem o que fazer. E depois que eu gritei com ele (e voltei a chorar) ele me largou no meio da Dawson Street e veio sozinho para casa. Não fique com pena de mim, eu mereci. 

O chororô do último sábado teve como gatilho uma menina e um coelho. A tal da menina estava se apresentando no Britain's Got Talent, com um ato que ela chamou de "the jumping rabbit", tão entertaining quanto parece. Mas ver a menina com o coelho no colo (como se fosse um bebê) foi suficiente pra mim. Pior do que ter chorado foi ter que explicar pra I. que estava chorando porque queria uma coisa pequena para cuidar (um cachorro, um bebê, ou um coelho, nessa ordem). Enquanto eu chorava, ele ria. E quando eu não parei de chorar ele perguntou se um cachorro resolveria o problema, ao que eu respondi com um "Claro que não, só estou chorando porque vou menstruar amanhã (mostrando o meu imenso auto-conhecimento)".

Para minha sorte, e dele, só acontece um dia no mês. Hoje, segunda-feira, tudo voltou ao normal: o cachorro segue planejado para quando tivermos uma casa; bebês não, pelo menos pelos próximos 2 anos; e coelhos, bom... odeio coelhos. 

Baby fever agora, só daqui há 28 dias.

N.

sexta-feira, maio 07, 2010

O Anel de Claddagh


The hands are there for friendship,
The heart is there for love.
For loyalty throughout the year,
The crown is raised above.


Claddagh é uma vilazinha de pescadores, próxima a Galway. É também o nome desse anel aí de cima, famoso por aqui como simbolo de amor e/ou de amizade. Muitas vezes ele é usado como anel de noivado, ou até como aliança de casamento. Existem várias maneiras de se usá-lo dependendo do seu estado civil ou comprometimento (mão esquerda ou direita, com a ponta do coração apontando para fora ou para dentro).


Conta a lenda que, há séculos atrás, um barco de pescadores foi aprisionado por corsários e seus tripulantes vendidos como escravos a um joalheiro turco. Entre eles estava Richard Joyce, morador de Claddagh, que se casaria naquela mesma semana. Treinado como ourives, ele criou o design do anel que simbolizava seu amor (na forma do coração), sua lealdade (a coroa) e sua amizade (as mãos), para a noiva que ficara para trás. Após 8 anos ele foi libertado e seu ex-dono lhe ofereceu a mão de sua filha e metade de sua riqueza para que ele não partisse. Joyce recusou, retornou a Claddagh, reencontrou a mulher que amava, deu a ela o anel, eles se casaram e nunca mais se separaram. 


Lenda ou não, eu gosto da simbologia. Ouvi a história pela primeira vez quando estava em Galway (e tirei a foto aí de baixo, da entrada de um museu dedicado a esse símbolo). Pensei em oferecer o anel como lembrança do meu casamento (ele não precisa ser feito de ouro, nem nenhum outro material precioso; ao contrário ele pode ser encontrado por preços bem razoáveis até nas Carrol's espalhadas por Dublin) mas desisti da idéia por achar que não conseguiria uma variedade de tamanhos para agradar a todas as meninas. 






O tempo passou, eu esqueci do anel. Mas ontem numa cena de um filme, ele aparece (sem nenhuma menção a lenda) e eu cheguei a conclusão que quero um. Não quero comprar, obviamente, porque perderia todo o contexto. Então "sutilmente" (foi mais ou menos, "ei, eu quero um presente seu") sugeri a I. que me presenteasse com um. Mas não quero uma jóia, quero que ele tenha para mim só o valor sentimental. 


Agora só me resta esperar pelo meu.


N.


ps. esqueci de escrever que na quarta-feira vi o Louis Walsh (se você não mora na Irlanda ou no Reino Unido, não sabe quem ele é) andando na rua, aqui pertinho de casa. (E sim, eu a-d-o-r-o The X-Factor, devo confessar.)


ps2. chorei muito com o episódio 14 de Lost ontem e com The Kite Runner. 

quinta-feira, maio 06, 2010

Sobre nada

"The nice thing about egotists is that they don't talk about other people."
. Lucille S. Harper . 

Eu não tenho novidade nenhuma. Nem nenhum assunto interessante sobre o que divagar ou opinar. Tenho uma vontade imensa de escrever, e já que o blog é meu, e eu escrevo primeiramente para mim mesma, vamos lá.

Ontem saí da aula de dança, mais uma vez, me sentindo a criatura mais feliz da face da terra. Apesar de ter passado o dia inteiro com borboletas no meu estômago, me saí muito melhor do que na semana passada. 

Cheguei em casa cansada, mas tão alerta (e com a cabeça a mil com coisas que eu conto depois, ou não) que demorei a cair no sono. 

Hoje as pernas não doem, mas o dia está horrível e eu resolvi tirar o day off das rotinas de dona-de-casa. Passei parte da manhã na internet, acredite ou não, fazendo coisas úteis (o mesmo assunto que meio que me tirou o sono na noite passada). Depois peguei meu cobertor, minha xícara de chá, e assisti Leap Year (porque durante o dia não consigo me concentrar em nada sério). 

Acredite ou não, de novo, não odiei o filme. Amy Adams (de Julie & Julia) e Matthew Good demonstram uma certa química. O cenário é lindo, e o filme é engraçadinho sem cair no ridículo. Já deixei um post-it no computador me lembrando de pedir para I. baixar a trilha sonora que tem, entre outras coisas, The Irish Rover, que toca num casamento no filme e também tocou no meu, fazendo todo mundo dançar. 

O filme também me lembrou que eu ainda quero um Claddagh ring. Nem precisa ser uma jóia, mas tem que ser presente de I. E é assunto para o próximo post. 


N. 


ps. tenho duas revistas novinhas para ler mais tarde. :)

quarta-feira, maio 05, 2010

Eu gosto mesmo é de rotina.

Houve um tempo em que eu tinha uma vida profissional. E eu fazia questão de que ela fosse extremamente bem organizada, ou melhor, EU era extremamente organizada. 

Tanto que nos anos em que trabalhei no CNA, sempre ganhei o prêmio de "mais organizada" no CNA Teacher's Awards (o nosso Oscar pessoal), junto com o de "a melhor risada" para provar que eu não sou uma total control freak bitch. 

Em casa, eu me dava ao luxo de relaxar. Mas agora que os dias em casa se tornaram o padrão, eu transferi todas as minhas neuras para as tarefas cotidianas.

Para se ter uma idéia do nível da minha insensatez, antes de dormir eu anoto (hora a hora, as vezes até de meia em meia hora) tudo o que eu vou fazer no dia seguinte. Desde tomar café-da-manhã, até trocar a roupa de cama, passando por assistir um episódio de 24, ler 50 páginas de um livro, tomar um chá com biscoitos. Eu também programo a hora em que vou tomar banho e o que vou vestir. ALôca total. 

Quanto ao que fazer para o jantar então, desde o último domingo eu tenho o cardápio da próxima semana todo programado. E acredite, já estou pensando na semana seguinte (que deve ser lá para o final do mês).

Por isso, obviamente eu não gosto quando a minha rotina é alterada. Mesmo que minimamente.

Hoje eu até tentei. Como I. saiu para o trabalho muito mais cedo do que de costume, resolvi que ia ficar na cama, dormir até mais tarde, e não me preocupar com o dia que já estava previamente programado. 

O máximo que consegui foi dormir uma hora a mais. E só. E foi suficiente para que até agora, no meio da tarde, eu ainda esteja me sentindo perdida. Não sei se leio, se assisto um filme, se faço as unhas da mão ou se passo aspirador de pó na casa.

Amanhã? Bom amanhã eu volto a acordar as 8h20. As 8h30 vou tomar café, as 9h00 vou checar meus emails, ler as notícias e... bom, você não precisa saber do resto, mas eu sim. 

N.

terça-feira, maio 04, 2010

Home Sweet Home

Como é bom estar de volta em casa. 

Não me leve a mal, adoro ir para Killarney. Gosto da viagem longa de carro. Levo sempre comigo o livro que estiver lendo (se estiver acabando tem que ter também uma segunda opção), uma revista novinha (para ser folheada pela primeira vez no carro), meu diário, um sudoko, um par de meias bem fofinhas para tirar o sapato e não sentir frio, água, salgadinhos e doces, porque, convenhamos, eu sou uma mulher preparada. Gosto também da companhia de I., claro, e do I-Pod ligado ao carro com muito Beatles e Radiohead, sempre. 

Gosto da chegada, com muitos beijos e abraços, como se a gente tivesse passado muito tempo sem aparecer. Gosto do quarto super aconchegante e da comida boa da minha sogra. Do vinho de boa qualidade e do fim de noite com caipirinhas e Irish coffee. De ver o que E. vai estar vestindo e de brincar com a cadela Phoebe. 

Essa foi a minha primeira vez lá como parte "oficial" da família. Não que eu não tenha sido sempre tratada como tal. 

Conheci M., amiga de infância da minha sogra, e a filha dela. E., que se casa em agosto, em York. Vi o vestido dela, que está ficando lindo, e espero ansiosa para meu primeiro casamento inglês. 

E por falar em casamento, no domingo lá fomos nós visitar as duas igrejas disponíveis para o nosso summer wedding. Escolhemos a Mucross Church, por ser menor e mais aconchegante. A primeira foto é minha, as outras duas acabo de achar no google:



Tomara que São Pedro ajude e faça um dia de sol lindo para compensar toda a chuva do mundo que caiu no dia do meu casamento número 1. O que aliás, dizem os supersticiosos, significa muita sorte. 

Espero que o seu fim-de-semana tenha sido tão bom quanto o meu. 

N.

p.s. e uma careta bem feia para quem achou Iron Man 2 ruim.