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quarta-feira, dezembro 26, 2007

Aquele do Sonho

Nos conhecemos num posto de gasolina, próximo a minha casa. Quando me viu saltou do corsa vinho, alugado. Vestia uma camisa amarela, meio aberta na frente. A primeira impressão, não sei, não foi das melhores. O primeiro contato, aquela coisa estranha de não saber se o correto é um beijo, ou dois, um aperto de mão, abraço, sei lá. Conversamos sobre como ele chegara até ali, dirigindo um carro alugado pelas ruas mal sinalizadas de São Paulo. Resolvemos dar uma volta. Andamos por lugares não exatamente conhecidos, paramos para conversar sobre amenidades, seu trabalho como médico. Ele falava muito, era engraçado, me senti bem. Voltamos a rua, a camisa virou uma camiseta. Ele muito mais alto do que eu, senti seu toque, achei que ia me beijar, mas não beijou. Nesse momento percebi que o achava bonito. Não extremamente bonito, mas do jeito que eu imaginava. Caminhamos juntos até minha casa, a camiseta agora era cinza e ele me abraçava. Nos beijamos. Onde? Não me lembro. Nos despedimos como quem não quer. Entrei em casa, feliz, feliz, esperando pelo momento, mais tarde, de vê-lo novamente.

segunda-feira, janeiro 15, 2007

O segundo de 2007

O post abaixo foi escrito quando eu ainda estava em Blankenberge. Comecei a escrever, salvei como rascunho para terminar depois e vim embora no dia seguinte (ou dois dias depois?). Resolvi postar agora, mesmo que imcompleto. Sinceramente estou com preguiça de escrever sobre a Bélgica e sobre B.
Não me arrependi de ter ido um só segundo. Ainda não sei se me arrependi de ter voltado. Sinceramente, por hora, acho que fiz a coisa certa.
Hoje, depois de terminadas minhas caixas de chocolate belga, comecei o regime de início de ano. Obviamente engordei antes da viagem(festas de fim de semestre no cna e estresse pré-viagem), durante (fast food em Londres e comida e bebida maravilhosas em Blankenberge), e depois (chocolate e panetone). Resoluções de ano novo? Só duas, que acredite, eu vou manter:
1. juntar dinheiro
2. emagrecer
É só por hora.

quinta-feira, janeiro 04, 2007

Aquele que deveria ter sido postado antes

aviso previo aos leitores desprevinidos: eu ainda nao me acostumei com a disposicao das teclas nesse teclado belga maluco. nao sei se pelo nivel de alcool da cerveja (ontem eu bebi uma com quase 9 num-sei-o-que-la de indice de alcool, mais do q o dobro de uma brahma) ou por causa dessa lingua maldita q eles falam aqui, mas o fato e que minha agilidade de digitadora sumiu. feito o sol por aqui. portanto, esse e um post sem acentuacao. ja me basta ficar procurando as teclas normais sem querer, acabo de registrar minha primeira impressao sobre a belgica. e tudo cinza. andando de trem (e eu ate q ja andei bastante para o pouco tempo q estou aqui), a paisagem me lembra monet em tons de verde e cinza. as arvores nao tem folhas, o sol nao da as caras, o chao e bem verde e da ate pra ver ovelhas aqui e ali... talvez as ovelhas sejam o q eu mais gostei ate agora. hahaha. ta, as cervejas sao um espetaculo, uma melhor do q a outra. as famosas batatas-fritas, q eles chamam de frites por aqui (e q sao vendidas em todas as esquinas) tb sao de morrer. mas bom mesmo e o chocolate. impossivel de descrever.... o chocolate me faria ficar. e ja q falei do q e bom..., vamos ao meu top 5 do q a belgica tem de pior:

sexta-feira, dezembro 08, 2006

Ah, look at all those lonely people

Eu queria que pelo menos uma vez ela viesse falar comigo, e não o contrário. Eu queria que não fosse eu quem tivesse que pedir desculpas todas as vezes, mesmo quando a culpa não é minha. Ou quando é. Ou então eu queria esquecer. Queria colocar a cabeça no travesseiro e só dormir. Agora se fosse para chorar mesmo, eu queria chorar só por mim. Só pelo que eu ouvi e não pelo que eu falei.

quinta-feira, agosto 10, 2006

Oriente

manda-me verbena ou benjoim no próximo crescente e um retalho roxo de seda alucinante e mãos de prata ainda (se puderes) e se puderes mais, manda violetas (margaridas talvez, caso quiseres) manda-me osíris no próximo crescente e um olho escancarado de loucura (em pentagrama, asas transparentes) manda-me tudo pelo vento: envolto em nuvens, selado com estrelas tingido de arco-íris, molhado de infinito (lacrado de oriente, se encontrares). Caio 3d: 70