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quarta-feira, agosto 09, 2006

Aprendi a fazer omelete e agora eu como brócolis

Não sou escravo de ninguém
Ninguém senhor do meu domínio
Sei o que devo defender
E por valor eu tenho
E temo o que agora se desfaz
(Legião Urbana - Metal Contra as Nuvens)

When the dream came
I held my breath with my eyes closed
I went insane,
Like a smoke ring day
When the wind blows
(Neil Young - On the Way Home)


Tanto tempo sem escrever. Escrevi vários posts imaginários. "Escrevi" sobre a falta de noção das pessoas e a vontade que a maioria de nós tem de voltar a ser criança e se comportar de maneira ridícula. Isso depois do último workshop que participei. "Escrevi" o meu "Diário de Bridget Jones", chegando aos 30, tentando manter uma dieta e parar de fumar. Não sei qual tem sido mais difícil. Mas toda vez que penso em conectar e digitar, alguma coisa surge para ser feita, ou a preguiça mesmo me domina. Ou encontro alguém intressante online no msn (ou não). Ou durmo.
Na verdade, nos últimos dias andei meio ocupada com a TPM do século, chorando e me preocupando com coisas que eu nem sei se são ou eram reais. Voltei a ouvir Legião Urbana (há quanto tempo eu não fazia isso?). Li muito Caio Fernando Abreu (quando é que eu vou parar de fazer isso?).
Trabalhei bastante no mês que terminou. Depois ainda consegui alguns dias (não semanas inteiras) de descanço e organização pessoal antes do início das aulas, que é hoje por sinal. Ainda vou ter um resto de semana livre e não quero fazer nada. Quero descançar minha cabeça.
O título do post é a única novidade na minha vida. Levando-se em consideração que é sobre mim que estou escrevendo, não é pouca coisa não. No início do ano, quando escrevi minhas resolutions, uma delas era fazer algo que eu nunca tinha feito. Será que comer brócolis conta? Deve contar porque eu não escrevi nada sobre a natureza dessa "coisa nova" que eu queria tanto fazer. Em nenhum lugar está escrito que tinha que ser algo radical. E como sou eu quem decide se conta ou não... conta, e pronto!
Quanto ao omelete.... acho que isso é realmente o máximo que eu consigo em termos de habilidades culinárias. Eu acho até que sei o porquê. Eu tenho muita dificuldade em me concentrar numa única atividade por vez, por mais simples que ela seja. Cozinhar envolve isso. Quer dizer, você tem que estar ali, mexendo, vendo se está tudo bem, se está cozido, se ferveu, etc , etc, etc... Eu simplesmente não consigo fazer isso, quero cozinhar e assitir tv na sala, falar com fulano no msn, trocar o cd a cada música tocada, atender ao telefone, ler uma revista. Aí não dá certo. Por isso absolutamente todas as vezes que eu tento fazer algo simples e rápido dá errado. Eu queimo o sanduiche, a água ferve até evaporar completamente, eu esqueço de mexer a sopa pronta e ela "encaroça", o hamburger gruda na frigideira, o peixe no papel espelhado.
Mas aos poucos eu chego lá... Já me acho um pouco mais responsável. Tenho aprendido finalmente que não posso gastar dinheiro, ou melhor estou ainda nesse processo de aprendizagem. Tenho tentado ser um pouco mais independente, talvez um pouco menos dependente seja um termo melhor.
Quem sabe eu ainda volte a escrever os posts não escritos?

segunda-feira, agosto 07, 2006

Que seja doce!

"Então, que seja doce. Repito todas as manhãs, ao abrir as janelas para deixar entrar o sol ou o cinza dos dias, bem assim: que seja doce. Quando há sol, esse sol bate na minha cara amassada do sono ou da insônia, contemplando as partículas de poeira soltas no ar, feito um pequeno universo, repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante. Mas, se alguém me perguntasse o que deverá ser doce, talvez não saiba responder. Tudo é tão vago como se fosse nada (...)." Os Dragões Não Conhecem o Paraíso

quarta-feira, julho 12, 2006

***

"Quero dançar. Quero drogas. Quero conhecer pessoas perversas; ser íntima delas. Nunca olho para rostos inocentes. Quero morder a vida e ser despedaçada por ela" Anaïs Nin

terça-feira, julho 11, 2006

5 Copas do Mundo

There's no other way 
There's no other way 
All that you can do 
Is watch them play 
(Blur – There´s No Other Way) 


Cos all of the stars are fading away 
Just try not to worry you'll see them some day 
Take what you need and be on your way
And stop crying your heart out 
(Oasis – Stop Crying Your Heart Out) 

Não me lembro da Copa de 1990. Tenho uma única lembrança que nem é especificamente sobre algum jogo. Naquela época íamos quase todo fim-de-semana para o sítio de Jundiaí. Não tinha TV lá ainda. Me lembro de chegar lá num dia em que o Brasil jogava. M. levou uma antena para ser instalada, e para que pudéssemos assistir ao jogo. É só disso que eu me lembro, apesar dos meus 11 anos. Eu provavelmente nem gostava de futebol na época. 


Minha primeira Copa foi a de 1994. Meu segundo ano no Camargo Aranha. Tanta coisa estava mudando na minha vida naquele período, pela primeira vez. Meses depois eu conseguiria meu primeiro emprego. Por emprego leia-se estágio. Eu já gostava muito de futebol, mas a paixão número um ainda era a Fórmula 1. Aquele foi o ano em que o Senna morreu. É disso que eu mais me lembro daquela comemoração toda. Aquele era para ser o ano de outro tetra. Me lembro de alguns jogos. Contra a Holanda. Contra os EUA. Lembro da cotovelada do Leonardo. Lembro da final é claro. O que eu ouvia naquela época? Bon Jovi, sei lá. Hahaha. 


1998. Trilha sonora: Radiohead, Oasis, Alanis Morissette. De novo eu mal sabia que a minha vida mudaria em breve. Primeiro para uma fase muito ruim... Depois daquela final, e é só dela que eu me lembro, durante muito tempo, tudo que houve foi frio, chocolates, kilos a mais e Fake Plastic Trees. Hoje eu sei que precisava passar por tudo aquilo. Não sei o que teria sido da minha vida se eu não tivesse parado o curso de História, e retomado alguns anos depois. Se não tivesse abandonado aquele emprego medíocre na construtora e decidido que aquilo não era para mim. Se não tivesse estudado inglês. Se não tivesse chorado tanto. E aí então, no ano seguinte, eu acordei. 


Em 2002 eu já estava trabalhando na LK2. Gostava muito de lá. É disso que eu me lembro. Voltei a cursar História na universidade. Emagreci. Os jogos foram de madrugada ou bem cedo, não me lembro bem. Me lembro de ter assistido alguns em casa e outros com o pessoal do escritório. Me lembro dos sanduiches de queijo e dos achocolatados. Me lembro de ouvir Stop Crying your Heart Out pela primeira vez no final do jogo Brasil x Inglaterra que, sinceramente, não me lembro se foi nas oitavas, quartas ou semi-finais. Mas me lembro da música e da tristeza dos ingleses. Quando olho para trás, tenho boas lembranças daquela época. Me lembro dos LK2, dos fiótões, da bagunça no escritório. Das boas risadas, dos almoços... 


Logo depois disso, mudei de vida novamente. Foi nessa época que decidi que queria dar aula. Não deu certo mas comecei a trabalhar na Unicid. Terminei minha graduação em História. Na época tudo o que eu queria era um mestrado. Hoje isso me parece tão distante e sem importância. Do que será que vou me lembrar dessa Copa de 2006? Definitivamente dos planos de mudança. Agora nem posso dizer se vão se concretizar ou não. E também nem quero escrever sobre isso. Vou me lembrar claro do CNA, e das pessoas que trabalham ou trabalharam lá comigo. É fácil falar dos jogos porque ainda estão frescos na minha cabeça mas também não é sobre isso que quero escrever. Mas vou sem dúvida me lembrar da decepção com o time que foi derrotado pela França (sempre ela) sem brio, sem garra, sem vontade. O que me espera em 2010?

quinta-feira, junho 08, 2006

A Terça-Feira

Pão de queijo, comprar presentes, torta de morango, mate com leite e cinema. Terça-feira perfeita.